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Universidade Europeia: www.europeia.pt  |  Licenciatura em Secretariado e Comunicação Empresarial: http://bit.ly/sce_ue

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Atitudes e motivações esperadas de um profissional

Em particular numa altura em que todos já só sonhamos com os merecidos dias de férias, justifica-se enumerar o que se espera de um profissional. Assim recordo alguns pontos:

Tenha orgulho na profissão que escolheu seja ela qual for. A ideia de que umas profissões são mais relevantes do que outras, é injusta. Implemente no seu dia-a-dia uma atitude estimulante para ultrapassar barreiras e desenvolva um espírito vencedor.

Aceite e promova as mudanças que ocorrem na organização onde trabalha. Além disso, procure adaptar a sua função ao que se espera na actualidade e siga as tendências quer do mercado, quer de estratégia dessa organização. Participe activamente, se a sua chefia assim o permitir.

Seja criativo e aplique essa mais-valia ao reinventar as funções que desempenha e no apoio valiosíssimo que é necessário, muitas vezes, prestar a quem lidera.

Promova, em primeiro lugar, perante si e depois face à empresa acções de melhoria contínua e activa. Só adoptando estas práticas se muda efectivamente e se inova.

Use a informação a seu favor. Mantenha-se informado e partilhe com chefias, colegas, clientes, parceiros ou fornecedores dados relevantes. Estar-se bem informado é uma estratégia simples que também contribui para alcançar sucesso.

Personalize a forma como desempenha a sua actividade profissional dando atenção interna e externa, nomeadamente aos clientes. Faz parte das expectativas que lhes seja dada atenção e que sejam tratados com uma certa deferência.

Comunique positivamente procurando relacionar-se bem na empresa. Actue como um elemento que concorre para a promoção de uma boa comunicação.

Mantenha-se actualizado sobre as tendências de tecnologia: computadores, Internet, gadgets, software. Nos dias que correm, em que tudo acontece a uma velocidade impressionante, não é um bom plano recusar-se a aceitar o avanço da tecnologia e as suas valências.

Procure gerir bem todos os momentos, em especial, aqueles que possam ser mais conflituosos. É esperado que no seio da equipa se actue de forma a que as relações interpessoais sejam saudáveis.

Por fim, tente ser um modelo a seguir e não seguir o modelo delineado por terceiros. É verdade que ninguém é perfeito, porém quanto mais elevada for a posição, mais exigente a mesma se tornará e naturalmente existirá um aumento face às suas expectativas de desempenho.

Susana de Salazar Casanova
Coordenadora Executiva da Licenciatura e Comunicação Empresarial

Universidade Europeia: www.europeia.pt  |  Licenciatura em Secretariado e Comunicação Empresarial: http://bit.ly/sce_ue

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sugestões para quem trabalha em ambientes multiculturais

Cada vez mais em Portugal, nas empresas e nas universidades, contactamos diariamente com estrangeiros. No meu ponto de vista só temos a ganhar em apoiar estas pessoas na sua mudança e na sua adaptação ao nosso país. Há hoje muitos gestores expatriados que coordenam empresas ou grandes departamentos de organizações multinacionais. Ainda que a nível social a escolha possa ser de cada um, no sentido de facilitar ou não a integração dessas pessoas, noutros casos, nomeadamente nas situações profissionais, é necessário ajudar e apoiar, porque isso contribui para o sucesso da própria empresa.

Aos mais resistentes ao tema, porque ainda os há, é sempre bom recordar que muitas das empresas têm acionistas estrangeiros e muitas fazem questão de nomear gestores externos. Portanto, mais cedo ou mais tarde, é inevitável que se encontre numa situação destas. Informar-se sobre o tema – multiculturalidade –, é mais um ponto que acrescerá às características diferenciadoras do seu CV e que, a médio prazo, contribuirá para o seu sucesso.

Liberte-se de preconceitos sobre este tema, se os tiver, e nas situações do dia a dia em que há contacto com estrangeiros, tente ver um acontecimento que lhe tenha suscitado dúvidas num prisma diferente, ou seja, vendo com os olhos do outro e não com os nossos. A razão é muito simples: a tendência de cada um é ver com os seus próprios olhos, ou seja, à luz da sua própria cultura. Mas nem tudo é interpretado da mesma forma. A título de exemplo, existem culturas em que o gesto de polegar a apontar para cima é obsceno.

Alguns pontos importantes:
  1. Linguagem: o inglês é a língua mais frequente de comunicação com estrangeiros. Opte por uma linguagem simples mas eficaz, eliminando palavras ou frases que possam ter mais do que um significado, como “fine” ou “great”, que são frequentemente usados hiperbolicamente.
  2. Formalidade: o nosso país é apontado, com regularidade, como um país formal. Apesar de eu até considerar que hoje em dia, em certas organizações, a formalidade não impera, recentemente foi-me relatada uma história que comprova exatamente o contrário, ocorrida numa multinacional. A pessoa em questão vive cá há pouco tempo tendo assumido a direção de um departamento numa grande empresa. Na primeira reunião em que participa pousa aleatoriamente em cima da mesa o tablet e o telemóvel, enquanto vai buscar um café. Quando regressou à mesa, o lugar que tinha “guardado”, estava ocupado. O colega aproveitou para lhe explicar que aquele não era o seu lugar, porque existiam regras e que uma delas era o facto de ele ser o que há menos tempo exercia a função, colocando-o, por isso, num lugar mais afastado.
  3. Opiniões: é sempre de evitar emitir opiniões menos cordiais sobre um país, sobre uma cultura – ninguém gosta que se fale negativamente sobre a “sua terra”. Deve, pelo contrário, salientar-se o que de positivo existe sobre esse país. Ou, se não conhecer bem, o melhor a fazer é não comentar nada.
  4. Negócios: profissionalmente (mas também em contextos sociais) atente-se aos comportamentos elementares como: pontualidade, saber cumprimentar, etiqueta nos negócios, regras para troca de cartões de visita, estilo de comunicação, procedimentos da negociação ou comportamento em refeições.
Em geral, é dever de um estrangeiro adaptar-se ao país onde vive, e não ao contrário. Mas como a nossa vida profissional pode melhorar significativamente se evitarmos conflitos que são causados meramente por mau entendimento cultural, vale sempre a pena fazer um esforço para compreender.

Susana de Salazar Casanova
Coordenadora Executiva da Licenciatura em Secretariado e Comunicação Empresarial

Universidade Europeia: www.europeia.pt  |  Licenciatura em Secretariado e Comunicação Empresarial: http://bit.ly/sce_ue

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014